segunda-feira, 9 de agosto de 2010

MUITO BOM

“Restitui! Eu quero de volta o que é meu!” Esta frase extraída de uma canção “evangélica” me faz lembrar a petulante atitude do Filho Pródigo quando disse: “Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe”. E quão diferente não foi a atitude deste mesmo filho, que, anos mais tarde, arrependido, apresenta-se diante do pai com o coração quebrantado, humilde, e nada reivindica, pois, agora, está consciente de não possuir direito algum diante do pai. Observe que ele nem mesmo se sente digno de ser tratado como filho. Ele confessa o seu pecado e passa a contar apenas com a misericórdia do pai. Nem o Filho Pródigo e nem Jó em seus momentos de angústia cataram ou clamaram algo parecido com: “restitui, eu quero de volta o que é meu” Quando Jó perdeu tudo, ele exclamou: “O Senhor deu, o Senhor levou, bendito seja o nome do Senhor”. Jó, mesmo sendo considerado uma pessoa justa, sabia que tudo na vida era uma dádiva e que nada era dele por direito. Não considerava nada como sendo realmente seu, pois sabia que tudo pertencia ao Senhor. Pensando bem, se o salário do pecado é a morte, então, o que os pecadores teriam de fato por “direito” seria a morte. Por isto, o profeta Jeremias diz que as misericórdias do Senhor são o motivo de não termos sido consumidos (Lm 3:22). E diz mais ainda em 3.39: “Do que se queixa o ser vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados”. Clamar a Deus: “Restitui! Eu quero de volta o que é meu!” soa tão arrogante quanto a oração do fariseu que se sentia cheio de direitos diante de Deus. Jesus diz que tal prece foi ignorada por Deus, enquanto a humilde oração de arrependimento do publicano pecador achou graça aos olhos de Deus (Lc 18.14). Pois sabemos que “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tg 4:6). É neste sentido que as crianças nos servem como modelo, não por sua inocência, mas por sua incompetência. As crianças estão de mãos vazias, não têm passado e não possuem uma folha de serviços prestados para apresentar como base de suas pretensões e reivindicações de direitos. Elas são pobres de espírito. Como crianças se tornaram o Profeta Isaías que, consciente de não poder subsistir diante de Deus na base de seus próprios méritos, clamou por misericórdia, dizendo: “Aí de Mim…” (Is 6); João Batista que disse não ser digno de desatar as sandálias de Cristo (Jo 1.27), o centurião, que disse não ser digno de que Cristo entrasse em sua casa (Mt 8.8), o publicano que quando orava, “não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18:13); o Filho Pródigo, que disse não ser digno de ser chamado de filho (Lc 15.19), o cego de Jericó, que mendigava e clamava por misericórdia (Lc 18.35s); a mulher sírio fenícia, que não se sentia digna de comer à mesa dos filhos, mas que se satisfaria com as migalhas que caíssem da mesa do Senhor (Mt 7.26s); Pedro, que prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador (Lucas 5:8); Paulo que disse ser o maior dos pecadores e indigno de ser chamado Apóstolo (1Co 15.9); e tantos quantos reconhecerem sua indignidade, sua incompetência, sua inadequação, e, pobres de espírito e desprovidos de qualquer pretensão e noção de direito, se apresentaram de mãos vazias diante de Deus esperando por sua misericórdia e graça. Jesus disse aos líderes religiosos dos judeus que estavam confiantes em sua noção de direito decorrente do fato de serem descendentes de Abraão: “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão” (Lc 3:8). Não devemos, portanto, nos apresentar diante de Deus reivindicando o que quer que seja na base de um pretenso direito. Tal idéia é um atentado ao Evangelho da Graça. Graça é dádiva imerecida. Portanto, não temos direito a nada, pois tudo o que recebemos das mãos de Deus é resultado de sua amorosa graça. Aprendamos, portanto, a orar com o Profeta Daniel: “não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias” (Dn 9:18). Vemos nesta canção também um outro vento novo de doutrina, que está sendo denominada, teologia da restituição. Baseado em Joel 2.25, está sendo ensinado que tudo o que nos foi roubado pelo diabo, estará sendo restituído por Deus: “Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.” Mas o próprio versículo deixa claro que este exército de gafanhotos não foi enviado pelo Diabo, mas, sim, por Deus, com intuito de disciplinar, corrigir e ensinar seu povo. Outro problema também é atribuirmos ao diabo os nossos infortúnios e nos esquivarmos de nossa responsabilidade pessoal. É interessante notar que, diante deste quadro, o profeta Joel não conclama o povo a um clamor de restituição, mas, sim, a um clamor de arrependimento (2.12-15). Corações quebrantados, contritos e humildes nunca são rejeitados por Deus: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17; Ver também: Is 57.15 e 2 Cr 7.14). Quando Deus promete restituir, isto se deve a sua misericórdia e graça e não a qualquer espécie de obrigação, pois Deus nada deve ao ser humano, mas somos nós quem lhe devemos tudo. Pois “quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.35,36). Por: Bispo José Ildo Swartele de Mello

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A.W.PINK

O que é essencial?

Jeremias 9: 23, 24
Assim diz o SENHOR: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o SENHOR e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara o SENHOR.

. Vivemos em uma sociedade com tantos supérfluos que constantemente as pessoas se perguntam o que é essencial para a existência do Homem. Alguns dizem saúde, outros família, outros ainda amigos. Todos estes estão errados. O essencial, o principal, o mais importante é conhecer e compreender a Deus. Não há nada acima, nada ao lado e nem podemos falar que há algo abaixo disso, porque não há como comparar o conhecimento de Deus com qualquer outra coisa.
. Deixe-me esclarecer algo (principalmente tendo em vista a degradação da pregação moderna em auto-ajuda): conhecer a Deus não é aprender alguns princípios para você ter “o melhor de sua vida hoje”. Não é ensinar a nós mesmo uma pretensa “sabedoria” para aplicarmos em nossa vida e termos sucesso. Conhecer a Deus não é um meio para alcançarmos nosso bem-estar egocêntrico. É o mais majestoso de todos os fins. Nós fomos criados para conhecer a Deus e nos gloriarmos nele.
. Entretanto, também não é conhecimento somente pelo conhecimento. Não é nos gloriarmos em termos uma teologia correta. Não é buscar só a verdade. É buscar a realidade dessas verdades em nossas vidas. Um papagaio pode repetir palavras corretas. Um computador pode ler sermões. A verdade tem que formar raízes firmes que crescem e frutificam para a glória de Deus. Não é tudo sobre verdade! É tudo sobre Deus! A. W. Pink sintetizou magistralmente isso em seu livro “Os Atributos de Deus”:

“Necessitamos algo mais que um conhecimento teórico de Deus. Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos à Sua auto¬ridade e quando os Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores da nossa vida.”

segunda-feira, 31 de maio de 2010

DOMINGO DA SANTISSIMA TRINDADE

Ontem estivemos celebrando o domingo da Santíssima Trindade. O texto para mensagem se encontra em 1Jo.5.7 "Pois há três que dão testemunho no céu: O Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um". Em face a este versículo fizemos as seguintes observações:

1º A unidade na Trindade.

2º A Trindade na unidade.
a- A primeira pessoa da Trindade é Deus, o Pai. Ele é Chamado de primeira pessoa, quanto a ordem não quanto a dignidade. É uma prioridade, não uma superioridade.

3º A relação das três Pessoas da Trindade.
a- Relação de amor.
b- Relação sem conflitos.
c- Relação de comunhão.

Aplicação:
a- Tanto o Pai como o Filho e o Espírito Santo, devem ser adorados, pois são um só Deus.
b- É com a Trindade que aprendemos uma verdadeira comunhão de amor com as pessoas.

Conclusão:
A doutrina da Trindade é pilar do cristiaismo, a qual é para ser crida, defendida e vivida.
E que a bênção do Pai do filho e do Espírito Santo esteja sobre nós. Amém

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SUPERPOP REDE TV

Ontem dois irmãos ligaram para mim tarde da noite, perguntando se eu estava assistindo um programa chamado Superpop na rede TV, no programa estava havendo um debate sobre o "Preconceito dos cristãos diante dos homossexuais". Eu não estava assistindo, mas quando me disseram mudei de canal no ultimo bloco do programa. Os convidados para o debate que estavam em defesa dos homossexuais foram de um lado dois jovens que se diziam Pastores, e também a cantora Gretchen e do lado oposto estavam dois Pastores evangélicos e um cantor também evangélico. O que percebi, mesmo no ultimo momento do programa foi:
1º Que sempre são convidados pastores evangélicos sem o preparo adequado para tratar do assunto.
2º Que os defensores dos homossexuais procuram distorcer exegeticamente os textos bíblicos, interpretando de forma equivocada.
3º Que eles afirmam corretamente que Deus é amor, porém esquecem de enfatizar que o mesmo Deus é Santo; e como Santo abomina o pecado praticado pelo ser humano.
4º Que pelo fato dos Pastores evangélicos não concordarem com a prática homossexual são chamados de preconceituosos e homofóbicos.
Diante disso vejo que os homossexuais querem fazer de suas práticas uma ideologia, onde quanto mais adeptos tiverem melhor será. Outro ponto que deve ser entendido, é que pelo fato de discordamos da conduta homossexual não podemos esquecer que são pessoas que devem ser amadas, respeitadas e tratadas com dignidade como qualquer ser humano. Pelo fato de discordarmos eles não podem entender isso como preconceito, concordo com Dom Robinson, Bispo da comunhão Anglicana no Recife, quando diz em um dos seus artigos "Conceitos e preceitos não são preconceitos". Devemos sem preconceito expressar o que cremos de acordo com as Sagradas Escrituras e afirmar o que o cristianismo histórico sempre entendeu sobre a pratica homossexual.
Que Deus na sua infinita graça nos faça mostrar que, quem ama obedece a Cristo e a Sua palavra.